MASCOTE - OSVALDÃO DO ARAGUAIA

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Osvaldão nasceu em 27 de Abril de 1938. Negro, vindo de uma família humilde de Passa Quatro, no sul de Minas Gerais, era o caçula de oito irmãos.

 

Aos 20 anos foi para o Rio de Janeiro estudar na Escola Técnica Nacional e lá começou sua militância. Foi boxeador e tenente do Exército. Entrou para o movimento estudantil e se filiou ao Partido Comunista do Brasil. Em 1960 foi estudar engenharia em Praga, antiga Tchecoslováquia. E lá se especializou em mineração.

 

Em 1966 Osvaldão volta ao Brasil e vai para o Araguaia, no Pará. Na comunidade estabeleceu laços de amizade e confiança. No final da década de 60, início de 70, começam os trabalhos na guerrilha.

 

Era Osvaldão quem orientava e guiava os novos integrantes. Com mais de 2 metros de altura, porte de atleta e uma pontaria implacável, Osvaldão era literalmente uma barreira contra o ataque do Exército à guerrilha.

 

Nos vilarejos do Araguaia, ainda hoje, correm as histórias sobre o negro, que ele era um ser mítico. Os ribeirinhos contam que ele era capaz de se transformar em pedra, árvore, vento, e de se tornar invisível.

 

Os generais descobriram que Osvaldo teve um filho com uma ribeirinha. O garoto, que se chamava Geovani, tinha 4 anos de idade quando foi sequestrado pelos militares e desde então desapareceu. A mãe do menino, Maria Viana, infartou e faleceu uma semana após o sequestro da criança.

 

Depois de inúmeras investidas, em 1974, dois anos após o início das caçadas do exército, o comandante da Guerrilha do Araguaia foi morto baleado. O corpo de Osvaldo foi exposto em toda a região. Mas, na memória de militantes e ribeirinhos, Osvaldão segue imortal e vivo como mascote da Associação Esportiva Arguaia.